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TCHAU, QUERIDA: promete colocar fogo no parquinho’ da política; Baixe o livro gratuitamente


Neste dia 17 de abril, cinco anos depois daquele dia 17 de abril de 2016, quando o deputado Bruno Araújo proferiu, no plenário da Câmara dos Deputados, o voto de número 367 pela abertura do processo de impeachment da então presidente da República Dilma Rousseff, o ex-deputado Eduardo Cunha, pivô de todo o processo, lança o livro Tchau, querida – O diário do impeachment , onde conta os bastidores desconhecidos daquele capítulo da história política do Brasil.

Danielle Cunha, filha do ex-deputado e coautora do livro, sustenta que tudo o que foi noticiado até aqui sobre o impeachment de Dilma e seus bastidores é praticamente nada frente às revelações bombásticas do ex-presidente da Câmara. A obra foi prometida por Eduardo Cunha quando ele teve mandato cassado por seus colegas de Câmara, mas sua prisão, ocorrida em outubro de 2017, retardou a escritura da obra. O livro foi escrito, então, quando ele ganhou o direito à prisão domiciliar.


Em Tchau, querida – O diário do impeachment, com suas 808 páginas, Eduardo Cunha traz revelações surpreendentes. Ele apresenta, por exemplo, Aloizio Mercadante, então articulador político da presidente, como um personagem que prejudicou Dilma, tendo sido um dos responsáveis pela queda da então ocupante do Palácio do Planalto.

“Ele não só impedia Michel de cumprir os acordos firmados com os partidos da base, como também colocava na cabeça de Dilma, que Michel estava usando a articulação política do governo para dominar os grupos políticos, se cacifando para o impeachment”, relata Cunha no livro.

A obra mostra também a desenvoltura com que o empresário Joesley Batista, dono da J&F, transitava no meio político, com diversos interesses. Foi na casa de Joesley, em São Paulo, que Cunha se encontrou com Lula, às vésperas do impeachment. O dono da J&F, entre outras coisas, pediu a Temer a nomeação de Henrique Meirelles para Ministro da Fazenda, e que Temer falasse da política cambial do seu futuro governo para segurar a queda do dólar.

Joesley também fez gestões junto a Fachin para votar a ADI 5526, para tentar reverter o afastamento de Cunha, combinada para agosto de 2016, abortada pela renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara. O livro mostra as conversas do empresário para conseguir o apoio de partidos como PP, PSD e PR à tese do afastamento de Dilma.

Cunha mostra um Michel Temer comandado por Moreira Franco. O autor da obra chega a afirmar o seguinte: “Não havia movimento político nenhum, que não fosse o combinado com ele. Moreira era o cérebro de Michel, sendo que no seu governo, foi quem efetivamente mandou. As relações entre eles extrapolaram e muito as relações políticas”.



Tchau, querida! Por Eduardo Cunha
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