• REDAÇÃO GM Brasil Notícias

Pazuello recebe governadores para discutir vacinação contra a Covid-19


Gestores estaduais querem definir com o governo federal um cronograma para vacinação no país. Governadores também defenderam que vacinas já aprovadas em outros países possam ter aplicação garantida no Brasil.


Governadores foram ao Palácio do Planalto nesta terça-feira (8) para uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a vacinação contra a Covid-19 no país. Outros governadores participaram por videoconferência. Até a última atualização desta reportagem, a reunião ainda não havia terminado.


Entre os governadores que foram ao Planalto estavam: Wellington Dias (PT), do Piauí; Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Gladson Cameli (PP), do Acre; Helder Barbalho (MDB), do Pará; e Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás.


Em entrevista antes do encontro, os governadores destacaram a necessidade de definir, junto com o governo federal, um cronograma para vacinação contra a Covid-19.


“O que o Brasil espera neste exato momento é uma posição clara do governo federal, tendo em vista que cabe ao governo federal, sim, coordenar toda essa estratégia a nível nacional. Nós precisamos de calendário, de data. Nós precisamos desse programa definido, das etapas”, disse Fátima Bezerra.


Também nesta terça, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou uma nota reivindicando que o governo federal adquira todas as vacinas reconhecidas como seguras e eficazes contra a doença e organize a distribuição por todo o país. Pedido semelhante ao feito por secretários de Saúde.


As cobranças de estados e municípios para que o governo do presidente Jair Bolsonaro apresente um planejamento detalhado do plano nacional de imunização contra a Covid-19 vem aumentando nos últimos dias.


Até agora, o governo divulgou uma estratégia preliminar, dividida em quatro etapas. Em cada etapa, vai ser vacinada uma parcela diferente de categorias consideradas mais vulneráveis ou expostas ao coronavírus.


O Ministério da Saúde informou que a expectativa é imunizar 109,5 milhões de pessoas em 2021.


Vacinas

Antes do encontro com Pazuello, o governador Paulo Câmara foi questionado se os estados poderão aplicar vacinas que não tenham passado pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).



Câmara respondeu que a legislação aprovada no Congresso no início da pandemia com regras para agilizar o combate à Covid-19 prevê a possibilidade de se usarem vacinas que já tenham sido aprovadas por agências internacionais, mesmo antes do aval da Anvisa.


"Tem que avaliar caso a caso, e a própria legislação aprovada este ano já prevê essas cooperações entre as agências reguladoras no mundo tudo”, disse o governador. “Onde tiver vacina que tenha eficácia, que tenha registro, verifique se esse registro está adequado com a normas brasileiras e vamos vacinar a população. É isso que a gente vai pedir aqui hoje ao ministro", acrescentou.


Wellington Dias também se manifestou a favor do uso de vacinas já aprovadas em outros países. O governador do Piauí ainda cobrou o governo federal para que as vacinas sejam aplicadas no Brasil inteiro ao mesmo tempo. O governo de São Paulo anunciou o início da vacinação no estado para o dia 25 de janeiro.


“Se um estado começar isoladamente começar a fazer vacinação, o Brasil inteiro vai correr para lá, vai ter uma situação gravíssima. Ou seja, tem que pensar um plano nacional”, afirmou Dias.


Na segunda-feira (7), o governo federal anunciou que deve assinar nesta semana o memorando de intenção de compra de 70 milhões de doses da vacina produzida pela Pfizer e pela Biontech.


Até então, o governo tinha acordo só com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca. Esse acordo prevê, inicialmente, 100 milhões de doses.


O instituto Butantan, em São Paulo, desenvolve a vacina Coronavac em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. No Paraná, o governo local assinou uma parceria com a Rússia para desenvolvimento da vacina Sputnik V. No Distrito Federal, está em fase de testes a vacina belga produzida pelo laboratório Janssen.






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