• REDAÇÃO GM Brasil Notícias

Dirigentes da CBF já articulam nome de Castellar Guimarães Neto para suceder Caboclo


Movimentação tem início após Coronel Nunes assumir presidência. Exonerado, secretário-geral Walter Feldman é apontado como interlocutor, mas nega participação


Tão logo o Conselho de Ética da CBF decidiu afastar do cargo o presidente Rogério Caboclo, pelos próximos 30 dias, após uma funcionária da entidade acusá-lo de assédio sexual e moral, iniciaram-se quase que imediatamente as conversas de bastidores pela sucessão.


Apesar de o estatuto ter levado ao cargo máximo do futebol nacional o vice-presidente mais velho da entidade, Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, a movimentação já existe para alçar à posição Castellar Guimarães Neto, um dos oito vice-presidentes da CBF e ex-presidente da Federação Mineira de Futebol.


Segundo O GLOBO apurou, as articulações entre os dirigentes teriam a participação do até então secretário-geral da entidade, Walter Feldman, exonerado após a saída de Caboclo. Entre os vice-presidentes o nome de Castellar Guimarães é visto como de consenso para ocupar o lugar de Caboclo até o fim do mandato atual, que termina em abril de 2023.


Feldman, no entanto, informou que após conduzir Nunes ao posto em reunião do Conselho de Administração da CBF, não tem qualquer ingerência sobre a sucessão definitiva. E que aguarda a eleição de um novo presidente ou o retorno de Caboclo para saber se será mantido no cargo.


"Trabalhamos desde a decisão da Comissão De Ética pela condução do Presidente Nunes em substituição ao Presidente Caboclo , inclusive na realização da reunião do Conselho de Administração que o referendou . À partir daí recebi a comunicação de minha exoneração retroativa , a qual estou cumprindo escrupulosamente, sem participar de nenhum processo novo de escolha de sucessor , o que considero inadequado e inoportuno", declarou Walter Feldman em contato com a reportagem.


O estatuto da CBF prevê que em caso de vacância do cargo de presidente, seu vice mais velho deve assumir e convocar uma nova eleição dentro do prazo de trinta dias. Dessa eleição só podem participar os vice-presidentes, que votam entre si. Como uma espécie de eleição de um novo papa, em que apenas os cardeais participam diretamente.


Os candidatos seriam Antônio Aquino (Acre), Ednaldo Rodrigues (Bahia), Castellar Guimarães (Minas Gerais), Fernando Sarney (Maranhão), Francisco Noveletto (Rio Grande do Sul), Marcus Vicente (Espírito Santo) e Gustavo Feijó (Alagoas), além do próprio Nunes.

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