• REDAÇÃO GM Brasil Notícias

Argentina registra aumento recorde de novos casos de Covid-19


A Argentina, na última quinta-feira (27), registrou recorde no números diário de novos casos de Covid-19. Segundo informações do governo do país peronista, foram contabilizados 41.080 casos.


O governo de Alberto Fernández e Cristina Kirchner foi um dos mais rígidos nos decretos de restrições. No entanto, o país também já é um dos mais afetados pela doença do mundo.


A nação de 45 milhões de habitantes registrou até agora mais de três milhões e seiscentos mil casos e mais de setenta e seis mil mortes, segundo dados oficiais, tornando-se um dos países com mais mortes per capita.


A Argentina iniciou um isolamento rígido de nove dias no sábado (22). Entre as medidas impostas, encontram-se a suspensão das aulas presenciais, o toque de recolher noturno e serviço de restaurante apenas para retirada no local.


Além disso, o programa de vacinação do país tem sido muito mais lento do que o prometido pelo governo do presidente Alberto Fernández.


Segundo relatório do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec) divulgado no mês passado, a pobreza no país peronista atingiu o patamar de 42% da população no segundo semestre de 2020, e continua avançando.


“Toda medida cinematográfica e ditatorial tentando conter a Covid-19 tem sido absolutamente catastrófica em qualquer parte do mundo”, apontou o analista político Bruno Dornelles durante o Boletim da Noite de sexta-feira (28). “A Argentina tem lidado justamente com o contágio de maneira brutal, chegamos a ver vídeos que mostravam centros de detenção na Argentina, em que as pessoas passavam mais de um dia sem receber uma refeição”.


“O peronismo hoje é o câncer do qual a Argentina sofre. Justamente em cima de um sucesso econômico de uma época de que a Argentina sente falta, porque de fato era um país grande, um país próspero, mas que a tentativa de implementação desse peronismo e a conta do peronismo, vai chegando ano após ano. E cada tentativa de algum político que tem um pouco mais a direita, que tenta tomar alguma nova medida, que tenta trazer uma nova moeda que estabilize o país [acaba não indo para frente], uma contenção de gastos, afinal de contas, a Argentina tem um número gigantesco de funcionários públicos, que é mantido justamente por essa política peronista”, concluiu Bruno Dornelles.

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