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Anvisa recebe pedido para uso emergencial da vacina do Butantan


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na manhã desta sexta-feira (8) o primeiro pedido de uso emergencial de uma vacina contra Covid-19 no Brasil: a Coronavac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.

O protocolo online foi entregue pelo Butantan pouco antes da reunião desta sexta com a agência. Após o pedido ser protocolado oficialmente, a Anvisa tem agora um prazo de 10 dias corridos para analisar o processo.

Porém, nas primeiras 24 horas, a agência fará uma checagem de documentação. Caso falte alguma coisa, o laboratório será notificado e o prazo de 10 dias é suspenso até o envio. A análise, no entanto, seguirá normalmente, enquanto a documentação não chegar.

Depois de a Anvisa confirmar o recebimento do pedido, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou em sua conta no Twitter que a Coronavac "comprovou sua eficácia e segurança e agora poderá imunizar milhões de brasileiros".

Se a Coronavac já tivesse obtido autorização de ao menos uma agência reguladora estrangeira, entre EUA, China, Japão ou Europa, o tempo entre pedido e aprovação seria de 72 horas, conforme decisão mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 30 de dezembro.

Na quinta-feira (7), o governo paulista havia informado que o pedido de uso emergencial já havia sido feito, mas a Anvisa negou a informação, dizendo que alguns procedimentos ainda precisavam ser executados.


Eficácia da Coronavac

Na quinta-feira (7) o Butantan e o Governo de São Paulo divulgaram os dados sobre a eficácia da Coronavac: 78% em casos leves da doença e 100% contra casos graves. A eficácia é considerada alta entre especialistas. A taxa mínima exigida pela Anvisa é de 50%, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Butantan, chegou-se aos números da seguinte forma: de todos os participantes dos testes da Coronavac, apenas 22% desenvolveram sintomas da Covid-19, por isso os 78% de eficácia para casos leves. Desses 22% sintomáticos, nenhum dos casos evoluiu para um quadro mais grave, concluindo-se então que a vacina protege totalmente contra o nível mais grave da doença.

“A vacina mostrou 100% de eficácia contra casos graves e moderados. Não houve nenhum caso grave de Covid-19 entre os voluntários imunizados com a vacina do Butantan”, explicou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, em nota do governo paulista.


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