• REDAÇÃO GM Brasil Notícias

Abin tem competência para investigar desvios de recursos da pandemia


O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, nesta quarta-feira (19), defendeu a autoridade da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar possíveis desvios de recursos da pandemia por parte de governadores e prefeitos.


“Isso é uma atribuição constitucional da Abin, é uma atribuição legal da Abin fazer esse tipo de investigação. É um órgão de inteligência e que pode ser solicitado pelo presidente da República para verificar o que aconteceu com as verbas destinadas aos estados e municípios. Isso não tem nada de ilegal e irregular. É perfeitamente válido que isso aconteça”, defendeu o ministro durante audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados.


O órgão de inteligência chegou a publicar uma nota na qual também declarou ter competência para proceder esse tipo de investigação.


Na nota, a Abin afirmou que “possui competência para planejar e executar ações relativas à obtenção e à análise de dados para a produção de conhecimentos acerca de fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governamental”.


Ainda durante a audiência, o general Augusto Heleno também negou o suposto relatório elaborado pela Abin para prestar suposto auxílio o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso que revelou a existência de um suposto esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.


Segundo uma matéria publicada na revista Época, no final do ano passado, o órgão de Inteligência teria fornecido relatórios para auxiliar a defesa de Flávio Bolsonaro na operação que investiga o caso. A Abin, no entanto, no mesmo mês que foi divulgado a matéria, negou, por meio de nota, a existência do relatório.


“A pandemia é uma situação de alcance nacional. Isso paralisou o país, danificou a estrutura econômica, gerou uma série de medos na população. É óbvio que o órgão de inteligência, no mínimo, tem que coletar informações e tratá-las de uma tal maneira que possa dar ao chefe de Estado a segurança de suas decisões”, apontou o analista político Carlos Dias, durante o Boletim da Noite desta quarta-feira (19).

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